16 boas razões para comer produtos orgânicos

A espanha já está entre os 10 países que consomem mais produtos ecológicos. Há anos que é o primeiro produtor mundial de produtos biológicos da Europa e o sexto do mundo.


Perante o crescimento dos produtos biológicos podem surgir dúvidas sobre o seu verdadeiro valor. Mas os estudos sobre seus benefícios para a saúde dão cada vez mais argumentos para seus defensores, a quem também movem motivos éticos, sociais e ambientais.


A produção biológica responde a demanda de alimentos naturais e saudáveis. De acordo com uma pesquisa realizada para o governo português, o consumidor médio de produtos ecológicos é jovem, com filhos, uma formação acima da média e lhe interessa o efeito dos alimentos sobre a sua saúde. Por isso, procure alimentos com aval ecológico e, se possível, produzidos em seu ambiente. Os preferir os preparados ou marca conhecida. No entanto, ainda são poucas as pessoas que conhecem todas as vantagens destes alimentos.


1. Não contêm pesticidas


É a vantagem mais óbvia. A agricultura convencional recorre a mais de 400 pesticidas, a maioria dos quais são testados alérgenos, nervos e cancerígenos. A metade das frutas e vegetais que você consome contêm algum resíduo.


Pesticidas


As autoridades de saúde garantem que os resíduos não ultrapassa os limites de segurança, mas de acordo com a secretaria de Estado de Controle Químico e Veterinário da Alemanha se ingere uma média de 0,4 mg de pesticidas por cada quilograma de frutas ou de produtos hortícolas.


Tendo em conta os efeitos cumulativos e transversais, cada vez mais especialistas concordam que, a longo prazo, não existem doses seguras, por mais baixas que sejam. Em lugar de pesticidas sintéticos, o agricultor ecológico utiliza substâncias que já existem como tais na natureza (enxofre, sulfato de cobre,…), bem como preparações à base de plantas.


2. Uma terra mais viva


Ao lado dos sacos de pesticidas são usados os de fertilizantes químicos à base de compostos minerais (azoto, fósforo, potássio…). Os agricultores ecológicos, no entanto, empregam composto feito com restos vegetais e esterco.


Com estes fertilizantes orgânicos e através da rotação de culturas e o descanso do solo promovem a fertilidade natural da terra, em que intervêm muitas substâncias e microorganismos. Um estudo suíço mostrou que a terra das fazendas ecológicas tem mais vermes, artrópodes, fungos e bactérias que ajudam as plantas a absorver mais nutrientes.


3. Mais vitaminas e minerais


Também está demonstrado que as frutas e hortaliças ecológicas são mais ricas em nutrientes.



  • Mais vitamina C. Um estudo financiado pela União Europeia, entre 2004 e 2009 mediu até 90% a mais de vitamina C em frutas e legumes.

  • Mais nutrientes. Em Portugal, uma equipe liderada por Lola Raigón, engenheira agrônoma e professora catedrática de Edafologia e Química Agrícola, da Universidade de Valência, achou em legumes orgânicos uma maior concentração nutritiva: 25% a mais de potássio em alfaces, 14% a mais de cálcio em talos de erva-doce, 16% a mais de ferro, no feijão, 20% a mais de vitamina C no suco de laranja e 10% a mais em o pimentão verde.

Estes números são explicadas pelas diferenças nos fertilizantes utilizados, a composição do solo e a colheita não prematura. Não obstante, ainda há especialistas que não o reconhecem, de acordo com estudos contraditórios.


4. Grande poder antioxidante


Muitos vegetais fornecem substâncias químicas que, sem ser de nutrientes, possuem efeitos antioxidantes saudáveis. A maioria são flavonóides, ácidos orgânicos que as plantas criam para se proteger do sol ou as pragas. No corpo humano, estes compostos atuam contra os radicais livres, que podem danificar as células e favorecer o desenvolvimento de tumores.


5. Um sabor como o de antes


Uma razão que leva a consumir produtos de agricultura biológica é recuperar o sabor de outrora. “Os tomates não sabem como antes”, diz. Os ecológicos, em contrapartida, mantêm o seu aroma.


Não é magia: o uso de fertilizantes químicos aumenta a proporção de água dos alimentos; os biológicos, a proporção é menor e, por conseguinte, os agentes aromáticos estão mais concentrados. Os estudos de Lola Raigón o comprovam: os citrinos ecológicos têm 24% mais de óleos essenciais, que também servem para a planta como defesa.


Por outro lado, os agricultores biológicos costumam escolher variedades locais, adaptadas ao solo ou o clima, em vez de as mais resistentes ou de crescimento rápido. E os alimentos, se adquirem na temporada, são colhidas maduras, que não passam pela câmera.


6. Uma dieta mais variada


Em uma parada de produtos biológicos encontram-se frequentemente produtos hortícolas que não se vê nos supermercados: couve-rábano, batatas roxas, tupinambos, saladas silvestres… Estes alimentos enriquecem e alegram a dieta.


A variedade não é por capricho, nem por chamar a atenção, mas consequência de como se trabalha em uma fazenda ecológica. Em vez de apostar tudo em uma carta (uma planta que ocupa grandes extensões) cultiva-se uma diversidade de espécies e variedades para reduzir o risco de pragas desastrosas.


7. Ingerir menos aditivos


Os alimentos bio só podem conter alguns dos mais de mil aditivos que usa indústria de alimentos: aditivos à base de extractos naturais. Em contrapartida, a indústria alimentar convencional dispõe de um arsenal para melhorar o sabor, a aparência e a textura dos produtos, aumentando a sua conservação e baratear custos.


O que poderia parecer uma vantagem, não o é tanto, pois muitos aditivos estão sob suspeita de ter efeitos negativos sobre a saúde, a partir de reações alérgicas e irritações até alterações de comportamento como hiperatividade infantil.


Aditivos


8. Uma água potável limpa


Em fevereiro de 2013, em várias populações da comarca Da Ribeira (Valência) proibiu a consumir água potável, ao descobrir que estava contaminada com taxas excessivas de pesticidas. No mesmo ano, a Agência Catalã de Água alertou de que a água que abastecia a 65 municípios do sul de Catalunya estava contaminada com nitratos.


Ambas as notícias são o resultado do mal uso de pesticidas e fertilizantes sobre os aquíferos. Também são afectados os solos, as plantas e a fauna silvestres. A produção biológica não causa estes problemas.


9. Freio à mudança climática


A produção de alimentos é responsável por 30% das emissões de CO2 para a atmosfera (o transporte é-lhe atribuída a metade). Este impacto pode ser reduzido, porque alguns alimentos provocam mais emissões do que outros. Além disso, a escolha de produtos biológicos, reduz o impacto em uma terceira parte, porque as fazendas bio emitem menos CO2 e ajustam-se mais no solo e na vegetação.


10. Inteligência e previsão


Para produzir alimentos orgânicos, os agricultores precisam compreender a fundo como funciona a natureza e tentam colaborar com ela em vez de combatê-la. Para isso têm-se em conta tanto os conhecimentos tradicionais como as mais recentes descobertas científicas.


Em vez de usar um inseticida químico criam as condições para que não apareça a praga. Outras estratégias são a rotação de culturas, usar variedades bem adaptadas, inserir plantas que repelem os insetos nocivos ou recorrer a insetos predadores e armadilhas com feromonas.


Essas medidas são tão eficazes que os agricultores convencionais estão incorporando pouco a pouco, o que está permitindo reduzir o uso de pesticidas.


Segue os ritmos da natureza


11. Ganhar em transparência


O chef Ismael Prados, do restaurante biodinâmico Nonono, de Barcelona, diz que um dos deveres do cozinheiro é saber o que oferece, por exemplo, é dizer, de onde vem o produtoe como foi elaborado.


A certificação bio torna-o possível. Os agricultores biológicos devem marcar em um livro o que fazem a cada dia e recebem inspecções em que as amostras são retiradas. Diante de alguma parte, retira-se a certificação.


12. Um mundo mais solidário


Ao adquirir alimentos orgânicos se apóia um modelo de produção alternativo, baseado em fazendas pequenas e médias empresas ou cooperativas.


Trata-Se de um modelo de desenvolvimento sustentável, que dá bons resultados, tanto em países ricos como pobres. Nestes, a agricultura biológica, muitas vezes está associada ao comércio justo, garantido com os selos Fair Trade e Hand in hand, e na melhoria dos rendimentos dos agricultores.


13. Um cenário equilibrado


Você pode imaginar um território ocupado, em boa parte por grandes monoculturas e o resto abandonado ou convertido em reserva natural. Neste modelo, a agricultura é uma coisa da grande indústria alimentar e implica a prática de desaparecimento da vida rural.


Ou você pode imaginar um mundo onde os pequenos e médios agricultores, orgulhosos de seu trabalho, cuidam de suas terras e dão vida aos povos. As fazendas ecológicas, se identificam com esta forma mais harmoniosa de se relacionar com a natureza e que se reflete na beleza da paisagem e a diversidade biológica.


14. Criar mais emprego


Em Portugal, o número de trabalhadores no setor agrícola ecológico aumenta em 20% a cada ano, incluindo os recentes de crise. Em tempos de crise e dominados pelos movimentos internacionais de capitais e indústrias, a agricultura biológica pode ser um dos eixos para um desenvolvimento alternativo sustentável.


15. Proximidade e desenvolvimento local


Os alimentos bio podem ser consumidos longe de seu lugar de origem. Na Suécia tomam óleo de oliva ecológico português e aqui se bebe leite de aveia sueca. Mas as pessoas com critério ecológico se sentem mais à vontade comprando produtos próximos, já que o impacto ambiental do transporte é muito menor.


Esta exigência pode ser cumprida acima de tudo com as frutas e produtos hortícolas da época. Podem ser encontrados em lojas ecológicas e mercados municipais, mas muitos consumidores se organizam em cooperativas ou grupos que compram diretamente ao agricultor.


Ética e saúde


16. A saúde das crianças


Muitas pessoas iniciam a alimentação biológica ao ter seu primeiro filho, pois tem como prioridade oferecer alimentos menos contaminados e mais puros.


Fazem bem, porque o organismo das crianças é muito mais vulnerável aos tóxicos, especialmente os que afetam os sistemas reprodutor, nervoso e imunológico. De fato, essa vulnerabilidade já existe na gestação, por isso, as futuras mães também deveriam planteárselo.

‘O caçador de cérebros’ e Ester) jorge pereira, premiados pela Fundação Instituto Roche com seus Prêmios de Jornalismo

A equipe de ‘O Caçador de Cérebros’, com o documentário ‘Queres saber o seu destino genético?’, emitido em 2 de RTVE, e a jornalista Esther Guimarães por sua reportagem ‘Nanotecnologia e terapia genética: uma aliança contra a cegueira’, publicado na revista Muito Interessante, foram os vencedores do IV Prêmio de Jornalismo em Medicina Personalizada de Precisão’ da Fundação Instituto Roche.


Assim foram premiados nas categorias de meios audiovisuais e meios impressos e digitais, respectivamente; cada uma destas categorias consiste de um Primeiro Prémio, no valor de 3.000 euros, e um Segundo, com 1.500.


O júri encarregado de escolher os vencedores tem estado composto por Elsa González, presidente da Federação de Associações de Jornalistas da Espanha (FAPE); Coral Larrosa, redatora de Informativos Tele 5; José Luis da Silva, presidente da Future Day Foundation; Emilio de Bento, presidente da Associação Nacional de Informadores de Saúde (ANIS); Alipio Gutiérrez, diretor de Onda Madrid; Manuel Campo Vidal, presidente da Academia de Artes e TV, e Frederico Praça, vice-presidente da Fundação Instituto Roche.


MEIOS AUDIOVISUAIS


O júri foi reconhecido na categoria audiovisual trabalho divulgadora e rigorosa do computador ‘O Caçador de Cérebros’ por seu “caráter divulgador e didático, que tem sido capaz de aproximar o público temas científicos de vanguarda”. Além disso, foi avaliada a capacidade de todo o time, dirigido por Pere Estupinyà, para “aproximar a medicina personalizada ao público”.


O segundo Prémio na categoria audiovisual tem correspondido a David Pardo por sua reportagem ‘A entrevista com Marta’ emitido em Crônica Quatro. Neste caso, o júri foi valorizada “seu sério tratamento de um tema que poderia ter caído facilmente no sensacionalismo e pela sua visão certeira a medicina do futuro que é hoje já uma realidade”.


Nesta categoria também foi concedida uma menção a equipe de ‘Consciência’ por seu documentário ‘Planeta cérebro’ emitido na Rtp e dedicado a “os segredos do cérebro”. Este é um projecto concebido e elaborado por Valentim Carreira, Roberto Gómez, Daniel Mateos e José Manuel Albelda.


MÍDIAS IMPRESSAS E DIGITAIS


O primeiro prémio na categoria de imprensa escrita, foi reconhecida a reportagem da jornalista Esther Guimarães publicado na revista Muito Interessante “Nanotecnologia e terapia genética: uma aliança contra a cegueira” por “seu rigor, a importância do tema tratado e o modo em que aborda um tema de interesse científico e social”.


O Prémio nesta categoria foi para o jornalista Antonio Martinez, Ron por seu artigo “Um rato com os olhos de Pepe”, publicado no portal digital Vozpopuli.com. O júri avaliou “que Antonio mostra que a ciência pode ser atraente para todos os tipos de público, sem deixar de ser exata e rigorosa”.


A menção especial, em meios impressos e digitais, foi reconhecido o trabalho do jornalista Jesús Méndez por sua reportagem ‘As vacinas contra o câncer começa a sua segunda vida”, publicado em SINCRONIZAÇÃO.

‘Bactérias em um chip’ para ingerir podem ajudar a diagnosticar doenças

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, construíram um sensor para ingerir equipado com bactérias geneticamente modificadas que podem diagnosticar hemorragia no estômago ou outros problemas gastrointestinais.


Esta abordagem de “bactérias em um chip” combina sensores feitos de células vivas com componentes eletrônicos de baixa potência, que convertem a resposta bacteriana em um sinal sem fio que pode ler um telefone inteligente.


“Ao combinar sensores biológicos de engenharia juntamente com a eletrônica sem fio de baixa potência, podemos detectar sinais biológicas no corpo e quase em tempo real, o que permite novas capacidades de diagnóstico para aplicações de saúde humana”, diz Timothy Lu, professor associado de Engenharia Elétrica e de Computação e Engenharia Biológica do MIT.


No novo estudo, que aparece na edição digital desta quinta-feira de ‘Science’, os pesquisadores criaram sensores que respondem ao heme, um componente do sangue, e mostraram que funcionam em porcos. Também projetaram sensores que podem responder a uma molécula que é um marcador de inflamação.


Lu e Anantha Chandrakasan, o decano da Escola de Engenharia do MIT e professor de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, são os principais autores do estudo. Outros membros da equipe são o estudante graduado Mark Mimee e Phillip Nadeau, do MIT.


COMUNICAÇÃO INHALÁMBRICA


Na última década, os biólogos sintéticos têm conseguido grandes avanços na engenharia de bactérias para responder a estímulos como poluentes ambientais ou marcadores de doenças. Estas bactérias podem ser concebidos para produzir resultados como a luz quando detectam o estímulo objetivo, mas geralmente exigem equipamentos de laboratório especializados para medir esta resposta.


Para que estas bactérias são mais úteis para as aplicações do mundo real, a equipe do MIT decidiu combiná-las com um chip eletrônico que pudesse traduzir a resposta bacteriana em um sinal sem fio. “Nossa ideia era empacotar células bacterianas dentro de um dispositivo –diz Nadeau–. As células ficariam presas e acompanharão a viagem enquanto o dispositivo passa pelo estômago”.


Para sua demonstração inicial, os investigadores centraram-se na hemorragia no tracto gastrointestinal e projetaram uma cepa probiótica de ‘E. coli’ para expressar um circuito genético que faz com que as bactérias emitem luz quando se encontram com o heme.


Colocaram a bactéria em quatro buracos em seu sensor desenhado à medida, coberto por uma membrana semipermeável que permite que as moléculas do ambiente se difundem através delas. Abaixo de cada divisão há um fototransistor que pode medir a quantidade de luz produzida pelas células bacterianas e transmitir a informação para um microprocessador que envia um sinal sem fio a um computador ou um telefone inteligente próximo. Os cientistas construíram um aplicativo de Android que você pode usar para analisar os dados.


O sensor, que é um cilindro de cerca de 1,5 polegadas (38 milímetros) de comprimento, requer cerca de 13 microvatios de potência. Os pesquisadores equiparam-se o sensor com uma bateria de 2,7 volts, que estimam poderia alimentar o dispositivo durante cerca de 1,5 meses de uso contínuo. Dizem que também pode ser alimentado por uma pilha voltaica sustentada por fluidos ácidos no estômago, usando a tecnologia que Nadeau e Chandrakasan desenvolveram anteriormente.


“O objetivo deste trabalho é o projeto e a integração do sistema para combinar a potência de detecção bacteriana com circuitos de baixa potência para realizar importantes aplicações de detecção de saúde”, afirma Chandrakasan.


DIAGNOSTICAR A DOENÇA


Os pesquisadores testaram o sensor que se ingere em porcos e demonstraram que podia determinar corretamente se havia sangue presente no estômago. Antecipam-se que este tipo de sensor pode ser implementada para um único uso ou projetado para permanecer no trato digestivo durante vários dias ou semanas, enviando sinais contínuos.


Atualmente, se se suspeitar de que os pacientes estão sangrando de uma úlcera gástrica, devem se submeter a uma endoscopia para diagnosticar o problema, que muitas vezes requer que o paciente esteja sedado. “O objetivo com este sensor é que você pode contornar um procedimento desnecessário com apenas ingerir a cápsula, e em um período relativamente curto de tempo sabrías se houve ou não um evento hemorrágico”, diz Mimee.


Para ajudar a mover a tecnologia para o uso do paciente, os pesquisadores pretendem reduzir o tamanho do sensor e estudar quanto tempo podem sobreviver as células bacterianas do trato digestivo. Também esperam desenvolver sensores para problemas gastrointestinais que não sejam hemorragias.


No artigo da Science, os pesquisadores adaptaram sensores previamente descritos para outras duas moléculas, que ainda não foram testados em animais. Um dos sensores detecta um íon que contém enxofre, chamado de tiossulfato, que está relacionado com a inflamação e pode ser usado para controlar os pacientes com doença de Crohn ou outras condições inflamatórias. O outro detectar uma molécula de sinalização bacteriana chamada AHL, que pode servir como um marcador de infecções gastrointestinais, porque os diferentes tipos de bactérias produzem versões ligeiramente diferentes da molécula.